Os pequenos negócios são a força vital das economias em todo o mundo. No Brasil, 27% do PIB do país é gerado por empresas de pequeno porte. Além disso, somente no primeiro trimestre de 2025, 1,4 milhão de negócios deste tipo foram abertos – o que mostra que se trata de uma grande força motriz para a economia local.
Fora o tamanho, este é um setor altamente competitivo que traz desafios próprios – gerar reconhecimento de marca e conquistar a confiança do consumidor, ao mesmo tempo em que se compete por participação de mercado, financiamento e funcionários. Estatisticamente falando, 20% das pequenas empresas fecham as portas no primeiro ano; 50% fecham em 5 anos e cerca de 65% não chegam em sua primeira década.
Assim, o que diferencia estes 35% que vislumbram o sucesso? O fato é que não existe uma fórmula mágica, mas antecipar e adaptar-se à mentalidade do consumidor, bem como responder rapidamente às necessidades, aplicando conceitos inovadores, como o green growth, na prática, podem ser considerados pontos-chave.
O título do best-seller de Jason Jennings e Laurence Haughton diz tudo: “It's Not the Big That Eat the Small… It's the Fast That Eat the Slow” – em tradução, “Não são os grandes que devoram os pequenos… são os rápidos que devoram os lentos”. No livro, os autores desafiam a ideia convencional de que as grandes empresas são imbatíveis por dispor de recursos superiores.
Eles argumentam que os meios são ótimos, mas a velocidade é fundamental – e é aí que os grandes negócios têm dificuldade para competir. Normalmente, tais companhias são mais lentas em reagir e responder às tendências emergentes e às mudanças no cenário do consumidor – podendo ser mais conservadoras em sua abordagem. Afinal, é mais difícil manobrar um petroleiro do que uma canoa, não é mesmo?
Transitando para a sustentabilidade ambiental
Uma das mudanças mais significativas dos últimos anos é a crescente preocupação com a sustentabilidade e o green growth – crescimento verde ou sustentável. Os consumidores já decidiram que ser sustentável é um aspecto fundamental em seu processo de decisão de compra.
Na recente pesquisa do IBM Institute for Business Value, mais de 60% dos entrevistados afirmaram que pagariam mais por produtos fabricados de forma sustentável. Os millennials e a geração Z são os mais dispostos a gastar mais em prol do crescimento verde – indicando que é uma tendência que veio para ficar.
É por isso que as pequenas empresas precisam adotar atitudes em relação à sustentabilidade, caso ainda não o tenham feito. Ao mesmo tempo, aquelas que já começaram a adotá-las devem continuar neste caminho.
As maiores oportunidades podem variar de nicho para nicho. Contudo, uma área aplicável a todos eles é o uso de um CRM (Gestão de Relacionamento com o Cliente).
3 maneiras de impulsionar os esforços de sustentabilidade com ferramentas de CRM
Inicialmente, uma ferramenta de CRM pode não ter muito em comum com a adoção de práticas de desenvolvimento sustentável, de crescimento verde e de green growth. Entretanto, a relação entre as duas é estreita.
Do ponto de vista empresarial, tanto as ferramentas de CRM quanto a sustentabilidade focam nas mesmas áreas-chave: alavancar a eficiência, reduzir o desperdício e construir relacionamentos duradouros com os clientes – baseados em valores e objetivos compartilhados.
1. Alocação de recursos
Esta é uma das maneiras fundamentais pelas quais as ferramentas de CRM promovem a sustentabilidade e apoiam o crescimento verde. Afinal, as soluções de CRM baseadas em nuvem reduzem a necessidade de documentação em papel e de espaço físico de armazenamento. A digitalização das interações com os clientes e das faturas reduz a pegada de carbono e aumenta a eficiência operacional.
A análise de CRM também pode identificar áreas problemáticas em uma empresa, incluindo práticas ineficientes e dispendiosas. Por exemplo: Pipedrive e outras ferramentas de CRM utilizam a automação para eliminar tarefas manuais e repetitivas, como a nutrição de leads e o acompanhamento das comunicações.
O tempo economizado pode ser melhor direcionado a atividades estratégicas de alto impacto, relacionadas a práticas que apoiem o green growth. Afinal, um dos maiores obstáculos para empresas que buscam se tornar mais sustentáveis é encontrar tempo e recursos para tal.
2. Engajamento com o cliente
A verdadeira medida da eficácia de uma ferramenta de CRM está na sua capacidade de ajudar uma empresa a desenvolver relacionamentos mais sólidos com os seus clientes. Quanto mais fortes forem os relacionamentos, mais eficaz a ferramenta de CRM – e, consequentemente, mais sustentável o negócio se torna.
As companhias podem segmentar seus clientes com mais eficácia usando campos obrigatórios, importantes e customizados em uma ferramenta de CRM, o que lhes permite desenvolver campanhas de marketing direcionadas por mapas personalizados.
Ao enviar as mensagens ideais aos clientes-chave, no momento certo, as empresas conseguem minimizar gastos desnecessários com marketing e reduzir o impacto ambiental que geralmente acompanha a publicidade em massa. Tudo isso com a ajuda de algoritmos de IA (inteligência artificial) e de uma visão computacional ágil.
Fora isso, as ferramentas de CRM servem para facilitar a comunicação e os ciclos de feedback com os clientes. Isso permite que os negócios coletem informações rapidamente, abordem problemas e aprimorem continuamente seus produtos e serviços para a base de consumidores.
Tal abordagem iterativa aumenta a satisfação do cliente e antecipa melhor as suas necessidades, enquanto reduz devoluções e desperdício de produtos – garantindo um modelo de negócios focado na sustentabilidade.
3. Transparência na cadeia de suprimentos
As práticas empresariais sustentáveis são construídas sobre cadeias de suprimentos eficientes, colaborativas e transparentes. As ferramentas de CRM auxiliam no rastreamento do ciclo de vida dos produtos, bem como na sua exposição em relatórios técnicos – além de proporcionar maior visibilidade e responsabilidade ao longo de toda a cadeia de suprimentos.
O efeito imediato desta otimização é a redução do desperdício por meio de mapas de previsão corretos, a redução das emissões de carbono e a garantia de práticas de fornecimento éticas.
Ao aumentar a transparência da cadeia de suprimentos, surge também a oportunidade de trabalhar mais de perto com fornecedores, parceiros e até mesmo clientes para impulsionar iniciativas colaborativas de sustentabilidade.
Ao aproveitar a experiência e os recursos coletivos, os negócios podem implementar soluções inovadoras, como embalagens sustentáveis que minimizem a crise climática, fornecimento de energia renovável e programas de redução de resíduos (com a ajuda de inteligência artificial) – que beneficiam tanto o meio ambiente quanto os resultados financeiros.
A transição para um futuro mais verde
Em um mundo em que a sustentabilidade deixou de ser um diferencial e se tornou quase uma obrigatoriedade, as pequenas empresas precisam aproveitar todas as ferramentas disponíveis para apoiar mudanças positivas e estimular o green growth. E as estratégias de diferenciação precisam, necessariamente, focar em energia limpa, envolvendo o gás carbônico, economia de água e outros recursos naturais, e em políticas públicas de maneira direta.
Ao otimizar a alocação de recursos, aprimorar o engajamento do cliente e promover a transparência da cadeia de suprimentos, as ferramentas de CRM podem impulsionar o crescimento econômico e, ao mesmo tempo, impactar positivamente o meio ambiente e o futuro da humanidade – gerando um ecossistema mais seguro.
Ao defender tanto a sustentabilidade quanto o valor das ferramentas de CRM, podemos inspirar pequenos negócios e seus clientes a buscar um futuro ainda mais pautado no crescimento verde.



